Cirurgia do cristalino disfuncional

Com a idade, o cristalino vai perdendo sua função de acomodação, ou seja, de focalizar perfeitamente os objetos nas diferentes distâncias.

A cirurgia do cristalino disfuncional consiste na remoção do cristalino, que perde sua função refrativa e é essencialmente realizada com a mesma tecnologia da cirurgia da catarata (facectomia), com a substituição do cristalino por uma lente intraocular, que volta a focar a imagem corretamente, no plano retiniano.

Como muitos outros procedimentos cirúrgicos, trata-se de cirurgia funcional, visando substituir a função da acomodação, perdida pelo envelhecimento. Ganhou aceitação em diversos países do mundo, sendo aprovada e realizada de rotina no Canadá, EUA, Alemanha, Argentina e muitos outros países.

A evolução nos métodos propedêuticos pré-operatórios, a previsibilidade biométrica, os avanços nas técnicas cirúrgicas, o baixo índice de complicações per e pós-cirúrgicos e o elevado índice de satisfação dos pacientes nos leva a afirmar que deva ser considerada como uma opção viável.

Um procedimento polêmico no passado, com a grande evolução da técnica cirúrgica, das lentes intraoculares, e da criteriosa avaliação pré-operatória, passou a ser altamente precisa e segura, respeitando-se as indicações corretas, suas contraindicações e limitações, atitude que, aliás, deve ser seguida em qualquer modalidade de procedimento cirúrgico

Infelizmente no Brasil ainda não é aprovada e acreditamos que deveria estar entre os procedimentos cirúrgicos de rotina para os casos de indicação adequada, deixando de ser experimental.

Assinam o artigo:

Prof. Dr. Bruno Castelo Branco UFBa
Prof. Dr. Hamilton Moreira – UFPR
Prof. Dr. Haroldo Vieira de Moraes Jr. – UFRJ
Prof. Dr. Jacob Cohen – UFAM
Prof. Dr. Renato Ambrósio Jr – PUC-RJ
Prof. Dr. Rubens Belfort Jr – UNIFESP

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